Jesus ama as crianças

Jesus ama as crianças

segunda-feira, 21 de maio de 2012

Educador explica que a criança precisa saber ouvir “não”,

     

Educador explica que a criança precisa saber ouvir “não”, lidar com os limites e respeitar o espaço do outro





A correria e o estresse do dia a dia fazem, muitas vezes, com que
 os pais não consigam dedicar o tempo que gostariam aos filhos.
 Mas, ao invés de muitos investirem no tempo com qualidade compensam
a ausência com presentes ou fazendo todas as vontades de seus filhos. O resultado não são
apenas crianças mimadas, mas, adolescentes que não sabem lidar com a frustração e os limites.
Essa é a constatação do educador Leopoldo Vieira, que é mestre em educação especial
pela Boston University, especialista em Psicomotricidade Relacional e diretor do
CIAR – Centro Internacional de Análise Relacional. “Hoje, é como se as crianças não pudessem
 mais receber limites, elas crescem sem saber ouvir um ‘não’. Os pais não sabem o que fazer e
a criança fica perdida. Quando chega na adolescência ou fase adulta podem ter vários
problemas por não saber lidar com as frustrações”, avalia.

Cada vez mais utilizada nas escolas, a psicomotricidade relacional é uma técnica que ajuda
 a criança e o adolescente a lidar com o limite e a socializar-se. O método utiliza jogos
espontâneos, preferencialmente, em grupo, respeitando a faixa etária dos
 participantes, em que há a possibilidade de perceber as características, necessidades
 e desejos de cada um. Um detalhe chama atenção: os participantes não falam durante
as sessões, apenas se manifestam pelas ações e gestos. “A criança é inserida em um grupo social
em que precisa lidar com trocas, receber e dar, aprender a lutar pelo que quer, a esperar, a
 se afirmar
diante do outro, mas também respeitar o seu espaço. Ali, se sente livre para ousar, errar
e acertar, expressar seu lado bom, mas também o lado mal, sem se sentir culpada”,
aponta o educador.

Leopoldo Vieira explica que o diferencial do método é observar o que não é dito pela
 criança, deixando-a livre para se expressar e proporcionando mais autonomia.
 “Por exemplo: uma criança que faz muita birra pode ser porque não aceita os limites,
 ou é um pedido de ajuda, uma situação mal resolvida”, avalia.

Vieira esclarece que a psicomotricidade relacional ajudará para que ela se expresse
como de fato se sente. “O psicomotricista ajudará a criança a perceber todos
esses sentimentos para que ela encontre uma forma sadia de construir
 a sua personalidade”, afirma.

 Entretanto, antes de tudo, é preciso que os pais tenham bastante consciência de
 sua relação com o filho.
“Os pais precisam se auto-analisar para não compensar os filhos de suas próprias
frustrações e desejos, e não projetar neles tudo aquilo que não puderam
 viver adequadamente”,salienta.

O especialista considera ainda que os pais não devam justificar todos os comportamentos
errados da criança como algo que faz parte da idade.

“Uma mudança de comportamentos pode fazer parte de determinada faixa etária ou não.
Por isso, é preciso cuidar com esses comportamentos desde cedo, pois todas
as dificuldades emocionais e afetivas só acabarão surgindo quando
ela começar a ser alfabetizada”, ressalta.



Fonte: Comunique-se
















0 comentários:

Postar um comentário

"Este blogue respeita todos os seus leitores... sua presença é fundamental para o sucesso deste blog".
Agradeço pelo seu comentário!"